O preço de realizar um sonho

Tudo na vida, para dar certo, precisa ser feito um planejamento. Com antecedência, pensando nos prós e contras, vendo segundas opções, analisando tudo e guardando dinheiro. Ahhhhh guardar dinheiro – falando parece fácil né?! Mas se tratando de algo que você quer realizar e ter, é completamente necessário. Guarde os trocos, os trocados, as moedas, deposite, coloque na poupança, faça algum plano. Enfim, arrume um jeito de não gastar.

Sempre que o assunto dinheiro, grana, bufunfa, money, dindin, surge na roda de conversa, de duas, uma opção: ou você se gaba porque tem ou você brinca e faz piada porque não tem. Ou você não fala nada, talvez a opção mais sensata. Porém, apesar dos egos inflados e das carteiras vazias, tudo custa dinheiro e ainda mais quando você passa a merecê-lo, trabalhando, dando duro, ralando, suando, você começa a pensar nas verdinhas de uma forma diferente. Você vai deixando de gastar, juntando, guardando, ou apenas dá mais valor para ele a gasta mesmo.

Porém,  chega uma hora que é preciso pensar. Comprar um carro, uma roupa, uma casa, um celular mais moderno, aquela viagem dos sonhos. Ai você vai procurar e… cadê o dinheiro? Você gastou no cafezinho, no amendoim esperando o ônibus, naquela balinha marota. E assim foi embora. O sonho vai ficando distante, longe, quase inalcançável.

Parece muito óbvio né, falar essas coisas, mas muitas pessoas não se tocam nesses assuntos financeiros e quando precisa, não tem. É preciso entender sua vida financeira, anotar e pesar os seus gastos, pensar no futuro e nos seus sonhos. Pense quanto aquilo vai custar, pensa quanto você pode guardar, tente não comprar o amendoim, nem tomar o cafezinho. Centavinhos e centavinhos que fazem a diferença, viu?!

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Quando nada ajuda

Se você está feliz, com coisas certas em sua vida, se tudo está indo bem: RELEVE ESTE TEXTO!

Sabe quando tudo no dia está ruim? Os planos deram errado, as pessoas não te escutaram, os vizinhos gritam, as esperanças acabam, assim como a paciência, e para colaborar, nem a internet funciona direito.

Passar por dias ruins está me fazendo perder o ânimo. Mesmo que coisas pontuais aconteçam, elas são superadas por notícias ruins, palavras ruins e e-mails ruins.

O que era chamado por mim de esperança, hoje soa algo como: desespero, inalcançável, difícil. E as vezes o som é maior e sai coisas do tipo: incapaz, substituível, sem capacidade, sem talento.

Não pense que estou exagerando. Não estou. Sem como é o som do desespero, da dor, de ver as coisas aos poucos caindo e eu, do meu pequeno canto observando, admirando a beleza do desastre, da poeira nos olhos, da tristeza que paira na mente de todos.

Também não é drama. Não é drama. Sei também como as coisas são boas para mim, sem pressão, sem pressa, com confortos, alguns luxos, amor e carinho a minha disposição. A cobrança é interna, é na minha cabeça, no subconsciente, no meu ser.

Cobrança para mostrar que sou capaz, que posso, que podem acreditar em mim, que os fracassos passados foram apenas degraus de uma linda e saborosa vitória. Vitória essa que estou demorando para sentir o gosto. Vitória essa que parece não chegar nunca. Vitória essa que está atrasada, pois no meu relógio teria que ter acontecido ano passado, talvez retrasado.

Como falei: Se você está feliz, com coisas certas em sua vida, se tudo está indo bem: RELEVE ESTE TEXTO!

Cabeça, ombro, joelho e pé

Os passos só vão para trás. Os que são para frente sempre voltam. Falta de vontade não é, falta de impulso não é. Parece que os pés estão ligados ao pensamento e sempre que os pensamentos não correspondem a realidade os passos não acontecem.

Você está em casa, reclamando porque 10% da sua vida está ruim, só porque você ainda é nova e não encontrou seu amor. Tem gente com 70 anos que ainda está buscando. Enquanto isso, uma família está na beira da estrada, no frio, com duas crianças e não pedem nada. Se viram. Torcem para alguém olhar para o lado e botar a mão na consciência.

No nosso mundo perfeito não existe tráfico, tiros, crianças sem comida e lar. Nesse mundo perfeito  não há espaço para comoção. Não há espaço para comoção pessoal, mas para a nacional há espaço. Levanta a bandeira LGBTTI, mas não tem coragem de falar isso para a família. Defende o feminismo, mas está num relacionamento abusivo e não percebe. Não há espaço para problemas pequenos. Só comoção com campanhas via rede social.

Enche o peito para dizer que tem muitas curtidas e seguidores, mas quando precisou ninguém estava ao seu lado. Estamos vivendo a era Black Mirror, realmente. Os passos são para trás. A cabeça regrediu. Os pés estão ligados à cabeça e não podem pensar separados. Os pensamentos são retrógrados, os passos também. Não olhamos para a dor mais próxima e sim para a a dor nacional. Pelo menos ainda sentimos dor. Pelo menos ainda tem a esperança de encontrar o amor. Mas tem pressa e medo de ser feliz. Ou infeliz. Ou medo de ser. Ou medo de não ser. Tem medo. O medo basta. O medo te atrasa e não deixa andar. O medo te impulsa a ir mais longe. O medo.

Sem sentido, perdidos, vamos andando e acordando. Sem saber como será o dia. Ou sabendo e não querendo ter aquele dia. Ignorando. Ignorado. Por tudo e todos. Esquecido. O celular acabou a bateria. Está sozinho, não tem amor. Sem curtidas. Olhou para frente. Viu a família na beira da estrada. Sentiu o vento no corpo. Imaginou o frio. Olhou para o outro lado. Viu uma loja. Entrou para comprar uma bateria a mais para o celular. Entrou no Tinder, Happn, Facebook, Instagram. Voltou a vida normal e esqueceu a dor de todos.

Lembrou da sua dor. Sempre sai com a bateria a mais agora. Para não sentir dor. Regrediu. Os pés estão juntos da cabeça. Pensa e anda igual. Para trás.

Crescer e amadurecer

Sinto como se algo tivesse mudado em mim. Algo como amadurecer. Mas, ao contrário do que muitos pensam, eu estou vendo isso de uma forma ruim. Sabe aquela pessoa que não perdia a paciência, que sempre tinha uma palavra amiga para aqueles que chegavam com problemas, ou talvez aquele tipo de amigo disposto a ajudar?

Eu já fui assim. Eu era assim. Mas, aprendi muitas coisas e nessas pude ver que só eu posso resolver meus problemas, só eu posso realmente entender o que é certo e o que é errado na minha vida. Eu entendi que não preciso ir pelo conselho do fulano ou do ciclano para resolver alguma coisa. Eu que sei da minha vida. E da mesma eu não me sinto mais no direito de opinar ou aconselhar algo. Eu sinto como se não fosse mais aquela menina da oitava série ou primeiro ano do ensino médio para dizer para minha amiguinha o que ela deveria fazer. Me sinto assim e realmente não sou mais.

Esse amadurecimento é bom, faz parte da vida, mas também sinto como se tivesse levado metade da minha alegria, da minha paixão pela vida. Hoje, correndo de um trabalho para o outro, dentro de um ônibus para cá e outro pra lá, lidando com pessoas diferentes, com vidas diferente, percebi isso. Percebi que eu preciso, nessa fase da minha vida, me concentrar em mim, pensar nos conselhos para mim, porque ninguém vive minha vida, ninguém sabe o que se passa no meu interior, e por isso ninguém pode opinar ou achar o que é melhor ou não.

Dessa mesma forma que eu estou me virando, e muito bem por sinal, você também pode. Sabe, perca o medo, joga no Google o endereço, liga, manda mensagem. Não me use de pombo correio, não me ache com cara de Google Maps, não ache que eu tenho tempo ou paciência. Eu tinha. Hoje, não mais.

Palavra-bomba

Temos uma bomba nuclear guardada em nossos corpos. Ela pode explodir assim que você abrir a boca, falar alguma coisa. Se explodir, saia de perto, fuja, corra o mais rápido possível, se esconda num lugar abandonado. Ninguém vai te encontrar.

A palavra-bomba é perigosa, pode magoar, ferir, acabar com tudo. Em uma frase que não foi pensada ou montada direito, xiii… adeus mundo. Corra! Uma palavra errada pode ser a sua armadilha em qualquer lugar do mundo com qualquer pessoa.

A palavra-bomba pode ser reconhecida por suas inúmeras características, entre elas a maldade ou a simples inocência de ter pensado algo e falado outra coisa. A palavra-bomba pode ser encontrada em diversos lugares, de formas diferentes.

S e você não tiver medo delas, cuidado! Algum dia uma palavra-bomba pode te ferir, te machucar e depois disso, você começa a ver o mundo de outra forma. Pé atrás e desconfiança são as principais consequências após um ataque de palavra-bomba.

Se você é aquele tipo que não pensa antes de falar ou fala tudo o que pensa, cuidado! Algum dia uma palavra-bomba pode atingir alguém que você ame e essa pessoa pode começar a apresentar os sintomas das consequências, lembra quais são? Pé atrás e desconfiança. Sim, você pode ser atingido pelas consequências das suas palavras-bomba.

Se você é aquele tipo de pessoa que costuma pisar em ovos para falar, mas um dia, por um acaso do destino, pronuncia uma palavra-bomba, cuidado! O ferimento causado por esse pequeno erro pode ser irreparável, não ter como costurar, juntar ou medicar. Esse pequeno erro pode ser sua sentença.

Palavra-bomba machuca, fere e dói a alma, o coração, o corpo. Palavra-bomba é perigosa, pode arrancar pedaços, jogá-los para longe e ser impossível de encontrar. Palavra-bomba mesmo que falada com cuidado, mesmo que pensada com cuidado, mesmo que essa não seja a intensão, pode machucar. Pode levar as consequências para um nível que você não conhece, não vai suportar ou querer passar por ele.

Palavra-bomba é perigoso, prefira não dizer, guarde para você, tranque na sua mente todas as bombas que podem destruir os sentimentos, as relações. Não pronuncie uma palavra-bomba sem saber as consequências que elas vão te trazer. Ou melhor, não pronuncie uma palavra-bomba, confie, vai ser melhor assim.

Falando sobre mudar

Já falei sobre mudanças aqui e sobre como é gostosa a sensação de sair da rotina e do comum. Pois bem, esse blog fez parte de uma das mudanças que passei e quis dividir com vocês, amigos, parentes, conhecidos e leitores, agradeço a atenção e o retorno de cada um de vocês.

Eis que resolvi mudar de assuntos e dar uma direção diferente a esse blog. Você, que curte os textos, não suma, pois ainda vão rolar troca de ideias por aqui, fique ligado. Porém, quero falar, também, sobre outras coisas que gosto, dar dicas, compartilhar mais que palavras e pensamentos. Quero ajudar você, amiga, com algumas descobertas, aventuras em farmácias, em lugares e também na vida, por que não?

Quero construir mais uma parte dessas mudanças que a vida nos proporciona e quero levar muitas pessoas comigo. Sintam-se a vontade nessa nova experiência, podem criticar, me ajudar e dar dicas, o crescimento não vem sozinho. Quero também, lembrar todos vocês que mudar algo em nossa vida, só depende de nós mesmos.

Vou falar de maquiagem, porque eu amo, vou escrever meus textos, porque escrever é mais fácil que conversar, vou falar de moda, porque experimentar coisas novas sempre faz parte.

Bora começar isso?

ana-clara-turchetti

Amizades

Diana saiu de casa e deu tchau para Lucas, Alice e Diego e foi resolver suas coisas, seus compromissos.
Diana, sempre solitária, viajava em seus pensamentos. Ela sempre tinha cinco versões dos fatos, sempre tinha um porém, um a mais, só que ela conversa pouco com as pessoas.
Diana sempre tentou fazer amizades, lia três livros por semana, buscava conhecimento, escutava músicas diferentes e sempre tinha um novo assunto em mente.
Diana tinha muita sabedoria, mas não tinha com quem partilhar. Seus amigos não gostavam dos mesmos assuntos dela, mesmo Diana tentando variar.
Um dia, em um ponto de ônibus, Lucas começou a conversar com Diana, sobre o tempo, o trânsito, política e dificuldades. Todos os dias, no mesmo horário, depois de saírem do trabalho, Lucas e Diana se encontravam no ponto e a conversa fluía. Cada dia um tinha mais assunto, mais novidades, mais palavras para trocar.
Lucas apresentou Alice para Diana. Alice era quieta, mas sempre que solicitavam suas palavras, ela soltava lindas frases coerentes com o assunto. Alice era informada, sabia dos assuntos do mundo, dos famosos, da TV, do congresso. Alice era referência em confirmar a veracidade das informações.
Alice apresentou Diego para Diana e Lucas. Diego era primo de Alice. Ele era extrovertido, conversava com estranhos, dava corda nos assuntos das senhorinhas nas filas, sempre falava bom dia ou boa tarde para a mocinha do caixa. Diego, além de extrovertido, era educado.
Os quatro formaram um grupo perfeito. Todos dispostos a ajudar. Diana não se sentia mais sozinha. Sempre que precisava conversar, mesmo que no meio da noite, ligava para um de seus amigos. Mesmo dormindo, todos ajudavam e escutavam Diana. Todos prontos para estender a mão, o braço ou as pernas quando ela precisasse.
Diana andava sorridente pelas ruas, sempre pensando em como a vida foi boa por ter dado seus amigos. Diana, antes de dormir, sempre agradecia a Deus pelos amigos. Diana não precisava de mais ninguém, estava completa.
Sandra, a mãe de Diana, percebeu o quanto essas amizades deixavam a filha feliz. Sempre tratava bem os amigos, servia cafezinho, um bolinho, uma tortinha para eles. Os amigos visitavam Diana frequentemente e eram sempre bem recebidos. Paulo, o pai de Diana, não entendia as amizades da filha. Achava que aquelas pessoas eram poucas para Diana, ele pensava que a filha tinha capacidade de encontrar outros amigos.
Diana, doce menina, conseguia entender a dúvida do pai, mas preferia confiar nas amizades, afinal, todos eles a entendiam, sempre a ajudavam e estavam prontos para o que der e vier. Eram como os mosqueteiros.
Um dia, Diana saiu de casa para ir a terapia, compromisso que fazia sempre duas vezes por semana, uma hora por dia. Lá, Diana falava dos seus amigos, de como eram bons com ela, como sempre tinham assuntos, coisas para fazer, o tédio não existia com eles. Márcia, terapeuta de Diana, ligou para a casa da paciente, assim que a menina saiu do consultório. Márcia conversou com Sandra, mãe de Diana, sobre as amizades da menina. Falou que concordava com o pai, que os amigos dela não eram suficientes para Diana, que ela tinha capacidade de achar novas amizades.
No caminho para casa, Diana entrou em uma lojinha de doces. Trocou umas palavras a respeito do nome engraçado de um produto com uma estranha. A estranha riu da piada da menina.
Os pais de Diana, mesmo com o alerta da terapeuta, não queriam deixar a filha triste e não falaram nada com ela sobre o conselho de Márcia.
Diana seguiu sua rotina, indo a terapia duas vezes por semana e sempre conversando com seus amigos. Quando saía da terapia, passava na lojinha de doces e encontrava a estranha, que já tinha virado conhecida. Júlia esperava o mesmo ônibus de Diana e iam conversando  o caminho todo sobre assuntos variados. Todos os dias em que ia na terapia fazia isso. Entrava na loja, encontrava Júlia e entravam no ônibus.
As meninas ficaram amigas, Júlia frequentava a casa de Diana e sua mãe também preparava sempre delicinhas para as meninas. Os pais de Diana começaram a entender que a menina estava criando laços de amizade com Júlia e percebam que Lucas, Alice e Diego afastaram um pouco da menina. Eles agradeceram, já que o pai e a terapeuta de Diana não gostavam das amizades. Mas com Júlia não tinha esse problema.
Diana, então diminuiu a frequência de contato com  seus amigos, até porque eles não a procuravam. Ela não ficou triste, pois já tinha uma nova amiga, Júlia.
Diego, Lucas e Alice sempre trocavam algumas palavras com Diana, sempre poucas. Eram interrompidos por Júlia. Não ficaram com ciúmes, com inveja ou algo do tipo. Eles entenderam Diana, como sempre faziam.
Lucas, Alice e Diego permaneceram na mente de Diana, para sempre. Mas ela não precisava mais recorrer a seus amigos imaginários, pois tinha Júlia, sua amiga real.